segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Psicanálise e Pediatria: as grandes noções da psicanálise - Françoise Dolto



Françoise Dolto analisa o desenvolvimento intelectual e caracterológico da criança. Por isso, o conhecimento das revelações contidas nesse trabalho impõe-se tanto aos interessados em psicanálise quanto aos que se preocupam com o mundo da mente infantil, sejam pediatras, educadores ou mesmo pais esclarecidos. A teoria e a prática são aqui articuladas, através de uma distribuição racional da matéria tratada - começa com uma introdução, segue-se uma parte teórica, uma parte clínica, e ao final, uma conclusão em que se dá, de forma concentrada, a visão de ultimação do trabalho feito pela autora, no interesse terapêutico da psicanálise.

domingo, 12 de agosto de 2018

No jogo do desejo: ensaios clínicos - Françoise Dolto



Figura determinante da Psicanálise na França, Françoise Dolto reuniu neste livro artigos, estudos e conferências - produzidos ao longo de 30 anos - que refletem, de maneira representativa, seu itinerário como psicanalista de adultos e crianças. 
Na diversidade desses ensaios estuda-se a distinção entre necessidades e desejos, tão facilmente confundidos tanto no imaginário da mãe e dos educadores quanto no da criança. Revela-se que a mola da humanização reside no reconhecimento do desejo, e não em sua satisfação, que fica reservada apenas às necessidades. Mais ainda, evidencia-se que o domínio que o adulto exerce sobre seu próprio desejo é a questão a que cada criança o submete ao longo de toda a educação. 
Numa abordagem clara de temas que ajudam a esclarecer distúrbios de comportamento apresentados por crianças, adolescentes e adultos, Françoise Dolto aponta os caminhos para uma educação construtiva, a ser posta em prática a partir das primeiras horas de vida do bebê, despertando na criança a noção de que ela existe como sujeito de seu desejo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Cinco variações sobre o tema da elaboração provocada - Jacques-Alain Miller



A expressão" elaboração provocada", forjada por Pierre Théves a partir de um texto de Lacan, indica o que compete ao mais-um do cartel, e atinge a seu objetivo.




MILLER, J.-A. “Cinco variações sobre o tema da elaboração provocada” (1994). Em: O Cartel: conceito, e funcionamento na Escola de Lacan. Rio de Janeiro: Campus.


segunda-feira, 16 de julho de 2018

A Entrada Em Análise E Sua Articulação Com A Saída - François Leguil


Este Seminário foi ditado por François Leguil em 1993 na Bahia. Divide-se em três partes, na primeira delas o psicanalista trata sobre o sintoma e o seu devir, e sobre o que a saída do fantasma nos ensina na cura. A segunda versa sobre a transferência - a transferência que é a implicação do fantasma no sintoma e a queda da transferência, que é a separação entre fantasma e sintoma. E a terceira parte retoma a questão sobre o plano da pulsão.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Um Pai - Sibylle Lacan



Um pai. O artigo indefinido do título pode parecer paradoxal quando se sabe que a autora é filha de Jacques Lacan. Com precisão, Sibylle expõe no título a posição que assumiu: "falar do pai que Jacques Lacan foi para mim, não do homem em geral e muito menos do psicanalista".
A relação de qualquer filha com seu pai contém sempre um pedacinho do inferno. Mas o que atesta essa dor, quando o tempo passa, é o amor que foi ferido em nós, no próprio lugar de nossa linguagem.
É por isso que este livro não pode ser definido como um romance ou uma autobiografia, mas como uma vontade furiosa de expressão e de autenticidade que permite a uma mulher conquistar sua própria fala.

Numa noite de 1991, Sibylle Lacan, filha Jacques Lacan, escreve de uma só vez este livro - texto fragmentado, carregado de forte emoção, que a autora afirma não se tratar de um diário, mas sim de um puzzle. Lembranças sofridas que expõem sua relação de amor e ódio com um pai todo-poderoso, que amava sem restrições outra filha, Judith, fruto de seu segundo casamento.
Um Pai é, acima de tudo, um desabafo doloroso. Lacan foi, com Sibylle, um pai ausente. Já separado da primeira mulher na época do seu nascimento, Sibylle e seus dois irmãos imaginavam-no sempre em viagem. Seus encontros restringiam-se a esparsos jantares requintados e posteriores decepções.
Jacques Lacan, ao se casar pela segunda vez com Sylvia Bataille, pouco contato mantinha com os filhos do primeiro casamento. Conta Sibylle, que até mesmo para aumentar a pensão de sua mãe, foi preciso que ela lhe pedisse, mostrando-lhe com quão pouco ele contribuía para a sobrevivência da primeira mulher.
Consciente da brutal diferença na qualidade do amor que Lacan lhe dispensava, comparativamente à adoração irrestrita que possuía por Judith, Sibylle sucumbe a uma terrível depressão. Decidida a superar à distância esse relacionamento que tanto lhe causava amargura, decide partir para a União Soviética, para aprimorar seus conhecimentos de língua russa e superar estas constantes decepções.
Um Pai, contudo, é mais do que apenas um grito de rejeição. É a estréia de Sibylle Lacan na literatura e, conseqüentemente, um novo nascimento. Livro curto e cinzelado, Sibylle Lacan retraça, em pouco mais de vinte cenas, seus laços tortuosos com o pai . Um pai que só publica no "Who's who" sua última paternidade. Um pai imprevisível e sedutor, mundialmente famoso, que não exerce na vida da filha um papel coadjuvante. Ele é o ator principal de uma relação desgastante, nada diferente de tantos outros pais. Um Pai é u m grito de amor, solitário, cujos ecos ultrapassam o tempo da leitura e permanecem na memória.

sábado, 7 de julho de 2018

Os afetos lacanianos - Colette Soler (inglês e francês)




Este livro de Colette Soler está posicionado de maneira oposta à intuição do senso comum: o afeto (e todos os nomes substitutos que ele recebe: emoções, sentimentos, etc.) não constitui um argumento do sujeito, nem é suficiente para atingir sua verdade. A ideia não é menor, já que a clínica costuma localizar o analista diante da delicada situação de um sujeito que sofre, dividido entre o que pensa e o que sente diante de uma determinada situação. Existe tal diferença? Pode um psicanalista operar com tais situações antes que ele tenha alcançado clareza no problema teórico que está presente ali? Esta obra é extremamente rica para reconhecer como existente e estudar a teoria do afeto na obra de Jacques Lacan, sempre sob o lema de seu retorno a Freud - o qual, como usualmente acontece nos textos de Colette Soler, está muito presente nas referências bibliográficas e na lógica de construção de suas argumentações. O trabalho começa por rejeitar um lugar comum entre certos críticos da psicanálise lacaniana: aquele que afirma que Lacan negligenciou os afetos do sujeito em favor de uma teoria da linguagem e do significante. A evidência da falsidade de tal posição é claramente fornecida, uma vez que, segundo a autora, a preocupação de Lacan com o tema da afetividade está presente desde a década de 1950, quando ele introduziu a chamada "frustração de transferência". Por outro lado, ao recompor a lista dos afetos lacanianos, fica claro que Lacan lidou com eles ao longo de seu extenso trabalho: angústia, dor, impotência, luto, tristeza, alegria, felicidade, tédio, mau humor, raiva, modéstia, vergonha, entusiasmo ... (e há mais), são alguns dos exemplos em que Colette Soler se detém, localizando suas coordenadas teóricas e incidentes clínicos . O trabalho de Colette Soler com essa lista convida à reflexão de natureza clínica, uma vez que assume valor crítico antes do que poderia ser chamado de evidência (ou valor de verdade) dos afetos. A jornada não termina com uma revisão das posições de Freud e Lacan sobre os afetos (nem de suas referências habituais: São Tomás, Kierkegaard, Dante, Heidegger e muitos outros), mas introduz idéias originais sobre os modos de aparecimento dos afetos na era contemporânea. Em suas páginas desfilam o ataque do pânico e da depressão, o luto, os efeitos do capitalismo no humor, os afetos decorrentes da ruptura dos laços sociais, do amor, etc. E também encontramos idéias sobre o valor do afeto no final da análise, e sua relevância no testemunho do passe, na forma do que Colette Soler chama, seguindo Lacan, de "efeitos enigmáticos". Em suma: a obra retorna à teoria dos afetos, um lugar de importância no trabalho clínico do psicanalista, bem como em sua posição ética. Existe realmente essa teoria que tem sido ignorada por tanto tempo? O leitor responderá a essa questão, depois de ler este livro, principalmente porque é um trabalho diante do qual será inevitável tomar uma posição e cujos efeitos poderão ser verificados no tratamento psicanalítico dos afetos.


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terça-feira, 3 de julho de 2018

Returning to Freud: Clinical Psychoanalysis in the School of Lacan


Este livro é uma coletânea de textos sobre a prática clínica de orientação lacaniana. Dentre os autores que contribuem para essa coleção estão J.-A. Miller, Jean Clavreul, Serge Leclaire, Charles Melman, Moustapha Safouan, entre outros. Editado por Stuart Schneiderman, nos EUA, esse livro traz um esforço de introduzir a clínica lacaniana a um público não bastante familiarizado com a teoria e a prática de Lacan. São artigos que introduzem conceitos teóricos sempre acompanhados de material clínico que os ilustram. 
A primeira parte do livro trata sobre a entrevista em psicanálise, trazendo a primeira entrevista que foi publicada com um paciente de Lacan, e alguns ensinamentos por Miller sobre a apresentação de casos em psicanálise. As três partes seguintes apresentam textos teóricos e casos clínicos muito interessantes sobre a neurose, a psicose e a perversão respectivamente.